Entenda como é feito o cálculo para a aposentadoria por tempo de contribuição no INSS.

Como calcular a aposentadoria por tempo de serviço ou por tempo de contribuição, como também é conhecido essa modalidade, é uma dúvida muito comum entre os próprios contribuintes da previdência. No post de hoje, vamos abordar alguns dos principais aspectos envolvendo esse tema. Confira e fique por dentro.

Importante: As considerações a seguir dizem respeito à aposentadoria por tempo de serviço integral. Achamos conveniente destacar esse ponto uma vez que temos outras modalidades.

Tempo de contribuição

Existe uma variação em relação ao tempo de contribuição de acordo com o gênero do segurado. Isso é previsto no artigo 52 da Lei 8.213/91:


  • Homens – 35 anos;

  • Mulheres – 30 anos.

Cálculo da carência

Como regra, a carência referente à aposentadoria por tempo de serviço (contribuição) é de 180 meses. Porém, vale considerar que existe uma diferença significativa entre o tempo de contribuição e a carência.

Em linhas gerais, o tempo de contribuição é contabilizado em anos, meses e dias. Já a carência é contada em meses. Pode acontecer também de o tempo de contribuição e o de carência são coincidirem. Às vezes, isso pode ocorrer devido a:


  • A pessoa pode ter pagado a contribuição de determinado mês no qual trabalhou somente um dia. Basicamente, a conta aqui será feita como um mês de carência e um dia de tempo de contribuição.

  • Existem determinados períodos que podem ser contabilizados como tempo de contribuição, mas que, por outro lado, não como tempo de carência. Essa é a situação, por exemplo, do contribuinte individual que fica certo tempo sem fazer o recolhimento e depois decide voltar a fazer de forma retroativa.

Regra 85 95 (90 100)

A regra 85 95, que ainda está em vigor, mas que já está prevista para se tornar a 90 100 no futuro, é direcionada apenas para os casos de aposentadoria por tempo de serviço (contribuição). É interessante chamar a atenção para o fato de que essa regra funciona como uma alternativa para o fator previdenciário.

O que temos na regra 85 95 é a soma da idade junto ao tempo de contribuição. Os contribuintes que alcançarem o total mínimo exigido não precisarão fazer uso do fator previdenciário. Por outro lado, se o fator previdenciário for superior a 1, é mais interessante usá-lo. Vale lembrar que essa regra (85 95) é, basicamente, uma alternativa e não o padrão.

Salário de benefício

De forma sintética, podemos definir o salário de benefício como a base de cálculo em relação aos valores atribuídos aos benefícios previdenciários. Na verdade, ele constitui o principal objeto quando o assunto são os cálculos previdenciários.

Documentos necessários


  • Documento oficial de identificação com foto e válido;

  • Número do CPF;

  • Carteira de trabalho, carnês referentes às contribuições feitas e demais documentos que indiquem e comprovem pagamentos ao INSS.

Veja outros documentos que podem ser exigidos para a comprovação aqui www.inss.gov.br/servicos-do-inss/atualizacao-de-tempo-de-contribuicao/documentos-para-comprovacao-de-tempo-de-contribuicao.

Adicional de 25% para aquele beneficiário que necessita de assistência contínua e permanente de terceiros

Esse adicional constitui um direito somente para o contribuinte que se aposentou por invalidez. Saiba mais sobre aposentadoria por invalidez aqui www.inss.gov.br/beneficios/aposentadoria-por-invalidez.

Requerimento feito por meio de terceiros

Se, por algum motivo, o beneficiário não puder comparecer ao INSS para os devidos trâmites legais, é possível fazer a nomeação de um procurador para que este possa fazer o requerimento no lugar daquele. Saiba mais sobre procuração aqui www.inss.gov.br/orientacoes/procuracao.

Simulação

O próprio INSS dispõe de uma ferramenta para quem deseja saber quanto tempo ainda falta para que ele possa se aposentar. Ou ainda, se tiver direito, quanto deverá receber.

Essa ferramenta pode ser acessada por meio do site www.inss.gov.br/servicos-do-inss/simulacao.

Para mais informações acesse www.inss.gov.br.

Agora que você sabe um pouco mais sobre como calcular a aposentadoria por tempo de serviço e os principais pontos importantes, aproveite para compartilhar esse post em suas redes sociais preferidas.

Por Denisson Soares

Aposentadoria por tempo de contribuição


A aposentadoria proporcional pelo INSS pode ser interessante, ou não, tudo vai depender de cada caso, então o trabalhador precisa analisar todas as possibilidades e pensar com muita calma antes de tomar uma decisão.

Com o congresso analisando a reforma previdenciária, muitos trabalhadores já pensam em entrar com a aposentadoria proporcional, pois acreditam que se esperar mais, podem acabar tendo perdas, então antecipam o processo. Muitos acabam desistindo de trabalhar por mais um tempo e assim garantir o teto do INSS, pois acham que as mudanças que estão por vir, acabarão prejudicando e dificultando a aposentadoria.

A aposentadoria proporcional pelo INSS pode ser interessante, ou não, tudo vai depender de cada caso, então o trabalhador precisa analisar todas as possibilidades e pensar com muita calma antes de tomar uma decisão. Há muitos anos o INSS vinha concedendo a aposentadoria integral para os homens que alcançassem 35 anos de contribuição e para as mulheres que chegassem aos 30 anos, mas quem contribuía por 30 anos (para os homens), ou 25 anos (para as mulheres), podia dar entrada na aposentadoria proporcional.

Só que em 1998, com a emenda constitucional de nº 20, várias mudanças foram feitas na Previdência Social e os trabalhadores passaram a contar com uma outra realidade, sendo que esta aposentadoria por tempo de serviço proporcional simplesmente deixou de existir e foi implantado uma espécie de 'pedágio' para aqueles que chegaram a contribuir com o INSS antes que esta emenda fosse implantada.

Sendo assim, tem direito a aposentadoria proporcional, somente os trabalhadores que de alguma forma contribuíram com o INSS antes de dezembro de 1998, sendo que os profissionais que vieram a fazer parte do sistema previdenciário após esta data, não conseguem solicitar tal benefício. Atualmente, só os homens que já alcançaram 35 anos de contribuição e as mulheres que já contribuíram por mais de 30 anos, podem entrar com o pedido de aposentadoria.

A 'regra de transição' é válida somente para aqueles trabalhadores que vinham contribuindo com o INSS antes da mudança, somente estes podem solicitar a aposentadoria proporcional. Mas essa regra acaba obrigando o trabalhador e pagar o 'pedágio', caso queira mesmo antecipar sua aposentadoria, ou seja, será preciso trabalhar mais 40% do tempo que está faltando para ter direito ao benefício e esta porcentagem é referente ao tempo que restava quando foi implantada a emenda constitucional de nº 20.

Suponhamos que um trabalhador era funcionário de uma indústria no final de 1998 quando ocorreram tais mudanças e naquele período ele tinha 25 anos que contribuía para o INSS. Se na época ele quisesse obter o benefício e se aposentar de forma proporcional, teria que continuar trabalhando por mais 5 anos. Então, se ele quiser ter o benefício agora, será preciso pagar o tal pedágio de 40% do tempo, ou seja, trabalhar por mais 2 anos. Assim o funcionário trabalha por mais 7 anos e terá direito a aposentadoria proporcional, ou seja, 5 anos mais 2 do pedágio, serão 7 anos a mais de contribuição.

A forma como se calcula a aposentadoria proporcional é bem parecida com o método utilizado para a aposentadoria integral, uma vez que o INSS considera 80% dos salários mais altos do trabalhador desde julho de 1994 e esse valor é multiplicado pelo 'fator previdenciário'.

Essa média será multiplicada pelo coeficiente de cálculo referente a 70% do salário de benefício e será acrescido 5% para cada ano de trabalho, levando ainda em consideração o limite mínimo de tempo de serviço com o pedágio. Desta forma, não existe uma resposta pronta, para dizer se é melhor aposentar agora ou esperar para receber integral.

Para o trabalhador que já está perto de completar o tempo exigido para se aposentar de forma integral, então a dica é aguardar, para receber um valor maior. Para aqueles que ainda falta um longo período para ter a aposentadoria integral, então pode ser interessante receber valores menores, só que por um tempo maior.

Por Russel

Aposentadoria proporcional


Confira algumas possibilidades de aumentar o valor da aposentadoria.

Como bem se pode acompanhar nos noticiários, a legislação sofreu muitas mudanças durante as últimas décadas no que diz respeito à aposentadoria. Com isso, algumas falhas em cálculos ou brechas podem ter sido abertas, sendo necessária uma revisão em relação aos benefícios, para que o segurado não ganhe menos do que o determinado por lei.

Nesse sentido, são muitas as situações para se justificar um pedido para a revisão do valor entregue pelo Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. Além disso, essas variam conforme alguns critérios decisivos, como tipo de benefício, data do início de recebimento e, ainda, se o aposentado contribuiu para o instituto depois da concessão da aposentadoria.

Devido a essa total falta de consenso sobre os mais diversos temas, o INSS acaba negando a maior parte de pedidos de revisão. Se esse for o caso, a melhor dica é entrar na justiça com uma ação para tentar ampliar o benefício.

E para saber como elevar o valor da aposentadoria, trazemos aqui algumas possibilidades. Vamos a elas.

  • Reclamatória Trabalhista

Aqueles que tiveram um vínculo empregatício com o reconhecimento da Justiça logo após a saída de seu emprego, não tendo sido incluído o cálculo do benefício, poderão pedir a correção do valor. Com essa, é possível que aumente o tempo de contribuição quando reconhecido o vínculo adicional e o valor do salário.

  • Servidor Público

Mediante apresentação de comprovantes, o servidor público que trabalhou sob o regime próprio de previdência tem a permissão de requisitar um aumento no período total da contribuição, elevando o valor mensal da renda.

  • Trabalho Rural

Muitas pessoas trabalham um período na área rural antes de partir para as cidades, porém esse período não é incluído no cálculo. Em regime de economia familiar rural, a atividade pode ser contada partindo dos 12 anos de idade.

Quando recebido corretamente os comprovantes, o INSS concede o benefício. Para comprovação da atividade, há a possibilidade da utilização dos documentos no nome dos pais, desde que eles não tenham uma fonte de renda por trabalho urbano.

  • Contribuição em atraso

Quem for empresário ou autônomo e não contribuiu para o INSS em alguns determinados períodos pode solicitar o recolhimento em atraso. Para isso, basta realizar o cálculo para verificação da viabilidade do mesmo para aumento do valor médio ou do tempo de contribuição.

  • Aluno Aprendiz

Atividades como aluno aprendiz em escolas profissionais e mantidas por organizações em escolas técnicas ou industriais até o ano de 1998 podem ser incluídas no tempo de seu benefício, desde que haja a comprovação.

  • Tempo Insalubre

Quem exerceu uma atividade elencada como especial, envolvendo riscos à integridade física ou à saúde, e que não tenha a considerado para se aposentar, pode fazer o pedido por tempo insalubre. O parecer favorável pode ser mais difícil, já que o INSS exige todos os comprovantes bem especificados de cada atividade.

  • Auxílio para acompanhante

Há a possibilidade de uma revisão em 25% na pensão de quem depende de terceiros para a realização de tarefas do dia a dia, como tratar da higiene, por exemplo. Esse se aplica a pessoas com limitações mentais ou físicas e bancaria os gastos médicos. Vale lembrar que, ao solicitar esse pedido, o segurado irá passar por uma avaliação médico-pericial.

  • Revisão de teto

Os benefícios que foram concedidos entre os anos de 1991 e 2003 poderão ser revisados pelo INSS para a recomposição. Isso é possível desde que o valor do benefício tenha sido limitado ao teto do momento da concessão.

  • Recuperação de descontos do Imposto de Renda

Há a possibilidade de solicitar isenção de imposto de renda em casos de doença grave aos segurados que têm desconto do IR na fonte ou aos que recebem benefício. Para isso, é necessário participar da perícia ou apresentar todos os laudos médicos.

  • Auxílio-doença

Pode-se recuperar o valor para a compensação do pagamento que foi feito pelo INSS durante o período em que se recebeu o auxílio-doença esperando uma definição do órgão para aposentadoria pela invalidez.

  • Reaposentação

Na reaposentação o aposentado preenche todos os requisitos necessários para a concessão de aposentadoria logo que inicia o primeiro benefício. Assim, quem tiver contribuído por mais de 15 anos após a primeira aposentadoria e tiver a idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 para homens, pode obter um aumento no valor mensal que é recebido na aposentadoria.

  • Artigo que determina cálculo de benefício

O INSS alterou entre os anos de 1999 e 2009 os cálculos de benefícios. O mesmo foi feito por meio da média considerada em 100% dos salários. De uma forma geral, não é concedida a revisão para a correção do problema, sendo necessária a ação judicial.

  • Auxílio-Acidente

No ano de 1997 foi determinado por lei que não havia a possibilidade de recebimento a benefícios como aposentadorias e auxílio-acidente de forma cumulativa. Porém, a mesma também determinou que o trabalhador não fosse prejudicado pela redução laboral.

Revisão: como solicitar?

Para solicitar a revisão de algum dos casos citados, basta agendar o atendimento com o INSS pela internet, no site https://www.inss.gov.br ou pelo telefone 135. Feito isso, basta comparecer ao instituto na hora e data marcadas.

Por Kellen Kunz

Aposentadoria


Confira os modelos de smartphones ideais para idosos, com suas funcionalidades e praticidade.

A tecnologia invadiu o mundo de tal forma que não existe mais um perfil único de seus usuários. Todos estão conectados uns com os outros, fazendo com que o próprio celular já faça parte do corpo, tornando-se indispensável.

E com a população que se encaixa na terceira idade não é diferente, já que essa não quer ficar de fora de tantas inovações. Porém, com o passar dos anos, é possível notar que os sentidos do corpo já não são mais iguais aos de antigamente, exigindo que os aparelhos voltados para esse público sejam mais bem adaptados e específicos para a sua utilização.

Sendo assim, o manuseio do smartphone precisa ser fácil, prático e, principalmente, atender bem às suas exigências. Algumas características a serem avaliadas nesse sentido são: tamanho da tela, teclas com espaços maiores, sinais sonoros para o dia a dia, entre outros.

E pensando nisso, nós separamos alguns modelos ideais para os idosos. Na hora da decisão e escolha, é importante se atentar àquele que mais se adequa a cada realidade.

Celular x Smartphone

Para o ranking que fizemos, levamos em conta somente os smartphones. Por isso é fundamental, antes de qualquer coisa, diferenciar cada uma das categorias.

Como bem se sabe, hoje os aparelhos telefônicos são muito mais do que um dispositivo para fazer e receber ligações. Eles possuem diversos outros atrativos, como aplicativos, acesso à internet e outras distrações.

Esses são os chamados smartphones, que possibilitam o acesso às redes sociais, melhorando inclusive o contato familiar, educacional e social do idoso. Além disso, outro item a avaliar em um smartphone é que eles trazem uma tela mais dinâmica e colorida, incluindo a câmera.

Por outro lado, os celulares são aqueles aparelhos mais simples, somente com funções básicas de utilização, como envio de SMS, ligações, etc. Essa é uma opção válida, desde que o idoso não tenha o interesse em muitos recursos durante a sua utilização para a comunicação com outros indivíduos.

Sabendo disso, vamos aos quatro modelos mais indicados de smartphones para você avaliar a sua compra. Lembrando que existem inúmeros outros disponíveis no mercado, alguns superiores ou até inferiores.

1. Moto X Play

O Moto X Play é um smartphone com uma tela em tamanho ideal de 5.5 polegadas, se tornando bastante atrativo para os seus usuários. Isso porque o mesmo permite uma visualização mais fácil das informações, com ícones e letras maiores.

O seu processador é ótimo para o download dos famosos aplicativos, incluindo aqueles que são mais pesados. O aparelho se torna, portanto, uma boa possibilidade para o lazer, desenvolvendo algumas funções cognitivas do idoso.

Além disso, por ter um sistema potente, a garantia é de que o Moto X Play não irá travar facilmente, evitando aqueles indesejáveis transtornos com a manutenção.

Moto X Play

2. Samsung Galaxy J7 Prime

Buscando uma tela grande e uma interface na página inicial somente com os ícones fundamentais? O Galaxy 7 pode ser uma grande opção, já que a tela é de 5.5 polegadas e sua organização é prática.

Além disso, o modelo tem uma capacidade ótima para o armazenamento. Então, ele garante o download de seus app e o arquivamento das suas fotos.

Samsung Galaxy J7 Prime

3. LG G4 Stylus

O smartphone da marca LG possui uma tela límpida e grande, permitindo que seja adaptada a letras de tamanho grande. Além disso, para quem tem a dificuldade no manuseio e digitação de palavras com os dedos, o telefone vem acompanhado de uma caneta que facilitará a digitação e o uso dos aplicativos.

LG G4 Stylus

4. Multilaser MS50 Senior

Diferentemente das opções específicas levantadas para os demais modelos apresentados, a Multilaser trouxe um aparelho smartphone que foi desenvolvido de forma especial para o público da terceira idade. Com tela de 5 polegadas e funções totalmente em touchscreen (toque no visor), os ícones são bem grandes e o teclado no formato acionado ocupa praticamente toda a tela, permitindo de maneira fácil a digitação.

Em relação às câmeras, há uma frontal e outra traseira. Já a capacidade para armazenamento é ideal para guardar tudo que se precisa.

Multilaser MS50 Senior

Diante de tantas opções, pode ficar difícil escolher a melhor. Por isso, pesquise bastante e tome a melhor decisão.

Por Kellen Kunz


Confira dicas de como se preparar para a aposentadoria e ficar mais tranquilo nessa época da vida.

Usufruir de todos os benefícios de uma aposentadoria requer toda uma preparação e uma busca por novos interesses. Isso porque a mesma envolve diversas transições para uma nova rotina e um novo estilo de vida, antes preenchida pelo trabalho e outros afazeres.

Porém, uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil, juntamente com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, a CNDL, mostrou uma realidade diferente da ideal. Conforme o resultado dela, 8 em cada 10 brasileiros admitiram que não estão fazendo nenhuma preparação para o momento da aposentadoria.

Em porcentagem, esse valor reflete os 78% da totalidade entrevistada. A estimativa das entidades responsáveis é de que, pelo menos, 104,7 milhões dos adultos com idade superior a 18 anos estejam nessa situação abordada.

De acordo com a avaliação, apenas 19% está se preparando, número esse que aumenta para 25% quando considerados os homens, 30% para as classes A e B e 26% entre os de mais idade. Dois dos principais motivos para esse planejamento são: o hábito de pensar e projetar a vida a longo prazo (35%) e, ainda, o exemplo próximo de pessoas que acabaram não se preparando e passaram por problemas financeiros depois de aposentados (29%).

Justificativas para o adiamento da aposentadoria

Entre algumas das justificativas mais comuns abordadas para o não planejamento da aposentadoria estão: não há sobra no orçamento para guardar dinheiro (47%) e desemprego (22%).

Além disso, outros afirmaram que começaram em algum momento a guardar dinheiro com a finalidade de poupar para o momento de se aposentarem, porém tiveram problemas financeiros e não conseguiram seguir o plano (19% dos entrevistados). Já os demais, não possuem o tema como prioridade ou plano (15%).

Para outras informações sobre a pesquisa, basta clicar aqui cndl.cdls.org.br/oito-em-cada-dez-brasileiros-nao-se-preparam-para-aposentadoria-mostra-pesquisa-do-spc-brasil-e-cndl.

Dicas de como se preparar

Vendo todos esses dados, uma das perguntas mais comuns que podem surgir é: como fazer para se preparar para a inevitável aposentadoria? Se esse é o seu caso, há algumas dicas muito importantes e que precisam ser levadas em conta. Então, vamos a elas.

1. Planejamento

Muito já se falou em planejamento, mas nunca é demais lembrar. Isso porque algumas empresas já fazem o trabalho para a preparação de encerramento de carreira de seus funcionários. Se esse for o seu caso, é importante verificar isso junto ao departamento de recursos humanos.

Além disso, conversar e participar de grupos focados para o mesmo propósito também é uma via útil, já que você poderá, aos poucos, se acostumar com a ideia e pensar sobre o seu futuro como aposentado. Sempre tenha em mente que a melhor preparação é aquela que é feita aos poucos, com uma diminuição progressiva da jornada de trabalho.

2. Previdência Privada

Um dos lemas é poupar dinheiro. Por isso, faça um programa na Previdência Privada para utilizar como complemento de seu salário quando receber sua aposentadoria do governo. Com isso, sua situação estará mais tranquila, financeiramente falando.

3. Procure ocupações

Aposentadoria não é sinônimo de desocupação. Por isso, use o seu tempo livre para se dedicar a algo que você goste de fazer, seja ler, viajar, se exercitar e tantas outras opções de um leque infinito de possibilidades.

Com isso, você ainda poderá descobrir novas formas de desenvolver habilidades que, talvez, nem mesmo conhecia e praticava. Fique sempre ligado em oportunidades que são oferecidas de forma gratuita, como cursos e oficinas.

4. Trabalhe

Você se aposentou e, mesmo assim, gostaria muito de exercer alguma função. Trabalhar também é uma opção viável, já que existem empresas que contratam funcionários para empregos mais tranquilos e que não exijam demais do indivíduo. Faça algo que lhe dê muito prazer, dentro do rol de possibilidades em aberto.

Se você possui alguma outra dica, compartilhe nos comentários. Troque suas ideias com outras pessoas que também estão passando pela mesma situação que você.

Por Kellen Kunz

Aposentadoria





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