Confira o que um Cuidador de Idosos faz, quanto ganha e o que precisa para se tornar um.

Também chamado de acompanhante, o cuidador de idosos é o profissional que trabalha prestando cuidados para as pessoas da terceira idade. O trabalho compreende atividades rotineiras como, por exemplo, fazer e servir refeições, dar remédios, acompanhar em consultas médicas, auxiliar nas tarefas do dia a dia, além de promover a saúde, higiene, lazer e bem-estar.

Devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira nas últimas décadas, também há uma demanda maior pelos serviços prestados pelos cuidadores de idosos, especialmente nas grandes cidades, em que muitas pessoas da terceira idade vivem sozinhas ou os seus familiares não têm tempo para cuidá-los o dia todo.

Confira abaixo tudo que você precisa saber sobre a profissão de cuidador de idosos!

Como se formar na profissão

Para trabalhar como cuidador de idosos não é necessário ter uma formação específica. No entanto, no momento de contratar esse profissional, a maioria das famílias costuma dar preferência para os cuidadores que possuem cursos na área, como primeiro-socorros, auxiliar de enfermagem ou graduação em enfermagem, uma vez que será preciso cuidar da saúde e administrar os remédios da pessoa.

Na atualidade, também é possível encontrar cursos específicos para acompanhar e cuidar de idosos ou pessoas portadoras de necessidades especiais. Dessa forma, para que o profissional cresça e se destaque nesse setor, é recomendado cultivar o hábito de se atualizar por meio de cursos que contribuam positivamente para com o seu campo de atuação, participando de palestras e workshops.

Requisitos exigidos

Embora não seja preciso ter uma formação específica, o cuidador deve ter algumas características importantes para exercer a função, tais como:

· Ter paciência;

· Gostar de cuidar de pessoas;

· Ser responsável;

· Ter sensibilidade;

· Ser organizado;

· Ter simpatia e empatia;

· Estar sempre se atualizando profissionalizando;

· Ter um método de trabalho;

· Ser flexível, dinâmico e delicado.

O que faz

O cuidador de idosos é incumbido de realizar as seguintes tarefas no seu dia a dia:

· Fazer companhia para o idoso;

· Administrar e dar remédios seguindo a prescrição médica;

· Cuidar da higiene pessoal do idoso quando o mesmo quando não consegue realizá-las;

· Fazer e servir as refeições de acordo as recomendações médicas;

· Levar o acompanhado para atividades físicas e demais passeios a lazer;

· Acompanhar o idoso durante as consultas médicas ou fisioterapia;

· Cuidar do bem-estar do acompanhado;

· Auxiliar nas tarefas rotineiras do idoso;

· Manter-se atento ao estado de saúde da pessoa, reconhecer possíveis problemas e aplicar os procedimentos necessários para tratar cada situação;

· Estar em contato com os familiares do idoso para informá-los sobre as atividades realizadas e o estado de saúde;

· Entrar em contato com o médico do acompanhado quando houver necessidade.

Mercado de trabalho e salário

Ao atuar como cuidador de idosos, você poderá trabalhar na casa do acompanhado ou prestando serviço em conjunto com equipes de profissionais em hospitais, casas de saúde e asilos. Esse mercado vem crescendo consideravelmente a cada ano, isso porque a medicina e as suas tecnologias têm aumentado a expectativa e qualidade de vida da população brasileira.

Na maioria das vezes, o cuidador de idosos trabalha diretamente na casa do acompanhado, uma vez que a individualidade do cuidado traz mais qualidade na prestação do serviço.

Como a profissão ainda não é considerada uma classe profissional diante da lei, não existe uma faixa salaria própria para essa área. Porém, estima-se que para quem está ingressando nessa carreira e tem pouca especialização, a remuneração inicial é de um salário mínimo. Mas, para quem está no mercado há bastante tempo, tem cursos e especializações, qualificação, e boas referências, os ganhos podem variar de R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00.

Por Simone Leal


Dados levantados pela consultoria do Senado sobre o alto custo da Previdência Social comprovam mais uma vez que o país só terá a perder enquanto nossos parlamentares não tirarem do papel a tão sonhada reforma do setor.

Segundo Meiriane Nunes Amaro, a consultora da casa e responsável pelo estudo, nos últimos 21 anos os gastos com INSS simplesmente triplicaram, consumindo uma fatia de 7,2 % do nosso PIB, comprometendo metade da receita efetiva da União. Como se isso não bastasse, as perspectivas para os próximos 40 anos não são nada animadoras, pois o número de brasileiros idosos também triplicará, saindo dos atuais 6,8% para cerca de 22,7%.

Ainda que seja um tema polêmico e longe de ser unanimidade por parte opinião pública, algo precisa ser feito com urgência. Para se ter uma idéia, o Brasil, apesar de ser um país jovem, gasta com previdência valores equivalentes a países com população envelhecida, com a diferença de que esses países estão muito mais desenvolvidos que o Brasil. Além disso, a consultora acrescenta que nas próximas quatro décadas “haverá cada vez menos pessoas trabalhando e sustentando o crescente número de idosos no Brasil”.

O Brasil não devia esperar para ver isso acontecer.

Por Alberto Vicente





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